segunda-feira, 6 de novembro de 2017

8º GRANDE JANTAR DAS AGÊNCIAS 15.DEZEMBRO.2017


Neste ano em que a LUSA faz 30 anos, o Jantar das Agências tem um significado acrescido e por essa razão decidiu a organização, que este momento, fosse para além de tudo aquilo que já é, um reencontro dos “miúdos” do curso “Pedrouços 88”, de onde saíram grandes jornalistas, grandes profissionais, grandes seres humanos, que ainda hoje fazem jus a tudo aquilo que é a génese das AGÊNCIAS…e agora da nossa Lusa. Este jantar é organizado para todos os que trabalham ou trabalharam na Lusa ou em qualquer uma das agências noticiosas que a antecederam ou outras que tenham existido.

Como sempre pretende-se essencialmente promover um encontro ou reencontro de pessoas que em comum têm o facto de terem ajudado a escrever a história de grandes casas de que a Lusa é hoje a herdeira.


Dia 15 de Dezembro de 2017, às 20h00

Local: Comuna – Teatro de Pesquisa

Morada: Praça de Espanha – Junto ao Hotel Novotel

*Tem estacionamento


MENU

DRINK ‘BOAS VINDAS’
(ESPUMANTE COM LICOR DE CÁSSIS)
PATÊ ATUM / PATÊ FRUTOS DO MAR
PÃO SALOIO E BROA / AZEITONAS E QUEIJO FRESCO
TÁBUA DE ENCHIDOS
BACALHAU ASSADO COM BATATAS A MURRO
SALADA DE FRUTAS
ARROZ DOCE
MOUSSE DE MANGA
VINHO TINTO / VINHO BRANCO / CERVEJA/COCA-COLA
ÁGUAS E SUMOS
CAFÉ/CHÁ
PREÇO POR PESSOA: 20€

Participe e seja solidário.

Traga uma contribuição para o nosso cabaz solidário (arroz, massa, óleo alimentar, enlatados, etc).

Iremos entregar o nosso cabaz às Missionárias da Caridade (Madre Teresa de Calcutá), que por sua vez o dividirão em vários cabazes, a serem entregues a quem mais precisa.

Esta instituição atua fortemente em comunidades onde grande parte das famílias vive no limiar da pobreza. Não se esqueçam de ajudar. Confirme a sua participação até 12 de dezembro por e-mail para: jantardasagencias@gmail.com

sábado, 21 de outubro de 2017

Maria Armanda Frade Moreira (1947 - 2017)


Após prolongada série de intervenções cirúrgicas, faleceu a 17 de Outubro um dos quadros mais antigos das agências noticiosas em Portugal - Maria Armanda Frade Moreira, ou como toda a gente a tratava - a Armanda.

Nascida a 11 de Novembro de 1947, entrou quase adolescente para a Agência Noticiosa de  Informação - ANI, empresa privada de Dutra Faria e Barradas de Oliveira. Fez a sua carreira nos serviços Administrativos.

Alguns depoimentos:

Jose Eduardo Guerra: Os meus sentimentos à familia enlutada! Recordo com saudade a alegria constante da Maria Armanda! Que descanse em paz!

Fernanda Mestrinho: Conhecia aos 18 anos na ANI. Corajosa e frontal com Dutra Faria... Saí 1 ano depois mas nunca a esqueci.

Cecilia Jorge: Lembro-me tão bem da Maria Armanda. Sempre frontal e amiga.

Otilia Leitão: Oh! que triste! lembro-me bem dela, alegre, refilona, mas muito generosa!

Em baixo, algumas fotos onde a Armanda aparece, em convívio com colegas das agências.








sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Luís Andrade de Sá (1958 - 2017)


Luís Andrade de Sá in Macau (May 2015) – Photo by Paulo Taipa

Artigo do Macau Daily Times, assinado "PC":

THE BOY FROM MACAU | JOURNALIST, AUTHOR LUÍS ANDRADE DE SÁ DIES AT 58

Journalist and researcher, Luís Andrade de Sá, died early yesterday (Macau time) in his birthplace, Setúbal, from prolonged cancer illness. He was 58.

Born on the banks of the Sado River on December 31, 1958, Andrade de Sá studied journalism at a Lisbon university before starting his career in 1984. He worked in Macau from then until 2000, and was part of the initial teams at TDM-TV, where he participated in several innovative shows at the newly-created TV station, ultimately reaching an editor position. Sá left the local broadcaster in 1993 to join the now-extinct daily newspaper, Futuro de Macau.

Luís Andrade de Sá was one of the most prolific Macau correspondents, working for O Público – one of the top newspapers in Portugal, penning hundreds of features during the critical years of the late Transition Period until the handover on December 20, 1999.

Sá eventually moved to Lisbon in the early 2000s to become a staff journalist at the Lusa news agency where he held several positions over 17 years. He was the managing editor (chefe de redacção) of the Portuguese news agency between 2007 and 2011, after returning from his first 2-year stint as Lusa chief correspondent in Maputo, Mozambique. He would then return in 2011 to the former Portuguese colony in Africa for another three years at this job.

In 2014, Luís Sá decided to come back to “his” Macau – “the place I was once happy,” he told me – to join a new media project, the Plataforma bilingual newspaper.

An avid reader, researcher, and writer, Luís Andrade de Sá penned several books on Macau’s contemporary history, most notably, “The Boys From Macau,” a pioneering insight into the Portuguese/Macanese community of Hong Kong and the Far East.

A traveler at heart, Sá’s first title to be published was “A História na Bagagem” (History in the Luggage), a prelude to his seminal works on Hotel Bela Vista and the history of aviation in Macau.

The journalist was hospitalized at a clinic in Setúbal in February after being diagnosed with cancer around two years ago in Macau. Luís Andrade de Sá is survived by his children Daniel and Luísa, and his wife Isadora Ataíde, who is also a journalist, and a scholar. PC

Ler aqui a notícia do PÚBLICO.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Carla Pote (1965 - 2017)


Lisboa, 03 abr (Lusa) - A jornalista Carla Pote, 52 anos, morreu hoje no hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de cancro, disse à agência Lusa fonte ligada à família.

Carla Marina Fernandes Pote, mãe de dois adolescentes, ingressou na carreira jornalística em julho de 1996 e foi redatora da Lusa nas editorias África e Local e jornalista residente no litoral alentejano, afeta à Delegação de Évora da agência.

Carla Pote, natural de Angola, foi admitida na Lusa em 1989 e, antes de entrar para a carreira jornalística, desempenhou funções administrativas na Delegação da Lusa em Luanda e na sede da empresa em Lisboa.

A jornalista foi também diretora da delegação em Lisboa do jornal angolano País, entre 2008 e 2010.

O corpo de Carla Pote estará em câmara ardente a partir de terça-feira, às 16:00, na igreja de Nova Oeiras, realizando-se o funeral a partir das 14:00 de quarta-feira, para o Cemitério de Alcabideche, onde será cremada.


Depoimentos:

Isabel Lourenço - A Carla partiu demasiado cedo... que descanse em paz. Condolências à família

Joana Haderer - Lamento tanto... trabalhámos lado a lado, no Local, na Lusa. Tinha sempre um sorriso, uma gargalhada... o mundo é mesmo muito injusto...

Manuel Moura - Uma das poucas mulheres a conduzir uma África Tween... (moto para quem não conhece).

Eduardo Lobão - muita pena. a  Carla destacava-se pela alegria e era o que se chama "uma boa onda". um beijo para ti carla, onde quer que estejas. tenho muitas saudades tuas

Otilia Leitão - Que seja sempre lembrada pela sua força, coragem, alegria. Foi injusto o seu percurso pessoal de muito sofrimento.Trabalhámos juntas, partilhamos pedaços de vida profissional e de amizade. É com grande tristeza que soube da sua morte hoje. Sexta feira passada, eu e o Mário fomos visitá-la ao hospital de Santa Maria e o seu sofrimento era visível. Condolências à família e a todos os seus amigos. Que descanse em paz.

Maria Do Céu Novais - Que noticia tão triste....a Carla era a alegria em pessoa...tanta força que tinha perante uma vida que muito lhe exigiu....e ela sempre sorridente, sempre alegre....que choque

Cláudia Páscoa - Que gaita. A Carla era a alegria em pessoa apesar dos graves problemas de saúde que tinha. Que descanse em paz. Os meus sentimentos à família. E um beijo enorme para ti, Carla, onde quer que estejas ❤

Maria Dulce Salzedas - sempre alegre e carinhosa. É assim que a recordo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ainda sobre Rui Camacho (1936 - 2014)


[... Outubro deste ano, foi ainda chefe de redacção da revista "Mais" e do semanáio "Tempo"] Nota biográfica sobre Rui Camacho, in suplemento do Diário de Lisboa de 18 de Dezembro de 1989

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"A Cláusula de Consciência / O Direito dos Jornalistas a Dizer Não", de Otília Leitão


Foi hoje apresentada na Casa da Imprensa, em Lisboa, a obra "A Cláusula de Consciência / O Direito dos Jornalistas a Dizer Não", de Otília Leitão, cuja carreira jornalística passou sobretudo pelas Agências Noticiosas (ANOP, NP e LUSA).

Fruto do Mestrado em "Comunicação Média e Justiça" pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa, o livro aborda a questão pouco conhecida, até entre a classe dos jornalistas, da chamada "cláusula de consciência" que está consagrada na lei.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Heróis Anónimos (2) - Jornalismo de Agência - História da Lusitânia e da ANI (1944 - 1975), de Wilton Fonseca e António Santos Gomes, lançamento a 5 de Janeiro


Lusitânia e ANI (1944- 1975): e o jornalismo em Portugal nunca mais foi o mesmo

A trilogia “Heróis anónimos” recria o percurso das agências noticiosas portuguesas que antecederam a LUSA

O livro “Heróis anónimos 2: jornalismo de agência – história da Lusitânia e da ANI (1944 – 1975)”, um trabalho de investigação jornalística sobre as duas agências noticiosas portuguesas que marcaram o jornalismo português antes do 25 de Abril, é apresentado no dia 5 de Janeiro, às 18h00, na Casa da Imprensa, em Lisboa.

O livro tem um prefácio de Pedro Feytor Pinto, que negociou a entrega do poder aos militares revoltados, no dia 25 de Abril de 1974. Será apresentado por Mário Matos e Lemos, o único jornalista que trabalhou na Lusitânia e na ANI. Tanto a primeira (fundada em 1944) como a segunda (fundada em 1947) desapareceram em 1975, na altura em que o Estado português decidiu criar uma agência noticiosa única, a ANOP.

O segundo volume da trilogia “Heróis anónimos – jornalismo de agência” foi escrito pelo jornalista Wilton Fonseca e por António Santos Gomes, o qual exerceu as funções de Director Técnico da ANOP e da Lusa.

A trilogia (o primeiro volume foi publicado em Maio de 2016) pretende dar a conhecer a estrutura e o modo de funcionamento das agências noticiosas portuguesas que antecederam a Lusa e também os jogos políticos que marcaram o surgimento, o desenvolvimento e o fim das quatro empresas. A obra inclui uma série de documentos inéditos, que os autores reputam de grande importância para os estudiosos da história dos meios de comunicação social em Portugal.

“Transparência foi o que menos ocorreu nos conturbados processos que envolveram o destino das duas agências, com as derivas kafkianas que à distância do tempo impressionam pelo que deixam revelado quanto à obsessão de manter sob influência política esse poderoso instrumento que constitui o serviço de informação de uma agência noticiosa” - escreveu no prefácio do primeiro volume o vice-presidente da Assembleia da República, deputado Jorge Lacão. As mesmas palavras também poderiam servir para descrever o processo que marcou o fim da Lusitânia e da ANI.

No terceiro volume da trilogia, os dois autores do segundo volume voltam a reunir-se ao coautor do primeiro, o jornalista Mário de Carvalho. O volume reunirá um conjunto de depoimentos sobre aspectos decisivos da história das quatro agências, escritas por pessoas que os protagonizaram.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

António Esperança (1942 - 2016)


O jornalista António Esperança, que passou pelos quadros da ANOP e da Lusa, faleceu a 26 de Novembro pp.

Do António Esperança guardo duas imagens - furiosamente contraditórias. Por um lado, nos anos agitados de 1974, 1975, 1976... o Esperança era o rosto mais ortodoxo do PCP, numa Redacção profundamente dividida e onde eu me encontrava do lado oposto; por outro, fora dos Plenários, nas expedições gastronómicas e vinícolas, em dias e noites de borga, ele era um companheiro ideal (o Mário Silva, também do PCP, acompanhava-nos amiúde, nomeadamente à zona do Ginjal, em Cacilhas, quando o Ponto Final ainda eram cenário neo-realista e não estava nas agendas da Time Out).

Não admira, pois, que o Esperança e eu, durante quase uma década, tenhamos feito, os dois, sózinhos, longas viagens pelo Inverno da Europa. Em Citroen Diane sucessivos, sempre com  ele a guiar, passámos os cols mais altos dos Pirenéus, passámos depois aos mais exigentes cols alpinos.

Espanha, França, Itália, Alemanha, Áustria e... sobretudo, Andorra, foram percorridos em longas horas de discussões, que raramente versavam a política. Munido de uma cultura geral sólida, o Esperança era um interlocutor ideal. Dormia-se no carro, comiam-se umas sandes... até, no regresso a Portugal, fazer a obrigatória paragem no Principado. Aí, em raid aos supermercados, muníamo-nos de cervejas das mais variadas marcas, de champanhe, queijos, salmão fumado, caviar, chocolates... para refeições verdadeiramente gourmet numa altura em que esses artigos ainda não estavam facilmente disponíveis em Portugal.

Era uma grande aventura andar por esses tempos pela Europa - com poucas auto-estradas, sem telemóvel ou GPS, com passaporte nas fronteiras e moedas diferentes em cada país. Sobretudo, era arriscado por se fazer em Diane já velhos. O Esperança, com a sua média inexorável de 100 km/h (o carro também não dava para muito mais) conseguia, mesmo assim cumprir os horários que tínhamos estudado e preparado em Lisboa, consultando conscienciosamente os enormes mapas desdobráveis.

Numa dessas viagens, o então Chefe de Redacção da ANOP, Maximino Correia, que andava de Porsche e tinha sido piloto desportivo, apostou connosco que não chegaríamos ao túnel do Monte Branco nos dois dias que tínhamos previsto. Pouco antes de se completarem as 48 horas de viagem, lá tirámos o bilhete de travessia do túnel, do lado francês, com a hora marcada, para poder provar que tínhamos conseguido. Noite estrelada à entrada do túnel, nevão gigantesco do lado italiano, com as estradas cortadas e o Diane a conviver com Mercedes, BMW e outros, todos parados, com os passageiros a beberem bebidas quentes num café de fronteira, até à reabertura das vias. O Diane, leve, com "calça alta", conseguia, com correntes nas rodas, andar por onde outros só se atreviam com tracção 4x4.

Um episódio, de ente muitos, que aqui recordo, em memória do meu companheiro de estrada nesses idos de há quase 40 anos - a 16 de Março de 1978 entrávamos em Itália, vindos de Nice. Nesse mesmo dia, saíamos pela fronteira, pelo lago de Como, até à Suíça. Na manhã seguinte, pela rádio, soubemos que o primeiro-ministro Aldo Moro tinha sido raptado exactamente no dia anterior, pelas Brigadas Vermelhas, em Roma. Não demos por nada, nem a fronteira nos pareceu especialmente vigiada.

Numa dessas viagens, depois da paragem obrigatória em Andorra, e por indicação do então delegado da Rádio Nacional de Espanha em Portugal, Ramon Font, e a caminho de Valência, parámos em Los Palmares, pequena localidade entre palmeiras e canais, deserta fora da época turística. O ojectivo era comer um óbvio arroz à valenciana. Um restaurante abriu propositadamente para nós. Disseram-nos para ir dar uma volta, até que a paella estivesse pronta. Deambulando pelos canais, vimos num deles Félix Rodríguez de la Fuente, o célebre autor dos programas televisivos Fauna Ibérica, liderando a sua equipa em filmagens. No regresso, o cheiro do açafrão guiou-nos até à paella recém-preparada numa frigideira enorme, acompanhada de cerveja servida em jarro de alumínio. Foi uma das melhores refeições de toda a minha vida. Graças ao António Esperança. Ergo o meu copo (agora de cerveja sem álcool) à sua memória. Até sempre, Esperança!

Fernando Correia de Oliveira


Na imagem de cima, no Inverno de 1979, num dos cols mais altos dos Alpes italianos. A estrada estava cortada por um nevão e o Diane do Esperança, comigo como "co-piloto", foi o primeiro a passar, depois do trabalho do limpa-neves...


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

JANTAR DAS AGÊNCIAS 2016


(foto Lifecooler)

JANTAR DAS AGÊNCIAS 2016

Sexta-feira, 25 de Novembro
Local: A Padaria do Povo
Morada: Rua Luís Derouet, 20 A - 1º andar
Campo de Ourique Lisboa
Hora: 20H
Preço/pessoa: 17,50€
Inclui:
Entradas: pão, queijo, manteiga ovos com farinheira e linguiça no forno.
Pratos: bacalhau à brás e bifinhos com cogumelos com batatas, arroz e salada
Bebidas de acompanhamento à refeição: água, vinho, sangria, cerveja, refrigerantes.
Sobremesa: arroz doce, mousse de manga e mousse chocolate (a escolher)
café
Agradecemos confirmação até dia 21 de novembro. Pode confirmar a vossa presença nesta página ou através de mail para jantardasagencias@gmail.com

PS: se alguém tiver publicado uma obra sobre jornalismo, pois que traga um exemplar para o disputarmos em leilão amigável para fins de beneficência. E teremos, como sempre, uma mesa onde poderão depositar bens de primeira necessidade que faremos chegar à Caritas.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Manuel Lopes (1945 - 2016) - "Manolo", ou "uma voz inconfundível"


[Realiza-se uma missa de sétimo dia pelo Manuel Lopes na igreja da Encarnação (Largo do Chiado, 15 - Lisboa) na próxima quinta-feira, dia 7 de Julho, às 19h00].

Faleceu o jornalista Manuel Lopes, aos 71 anos. Trabalhou quase sempre como correspondente em Madrid, onde esteve desde os anos de 1970. nomeadamente para a ANOP-Agência Noticiosa Portuguesa, EP (transitando para a Lusa, até 2004) e para a rádio TSF.

Em 19896, Manuel Lopes participou no 2º Congresso dos Jornalistas Portugueses – Deontologia – na secção Correspondentes portugueses no estrangeiro, tendo feito a comunicação "Da deontologia à falta de rigor e de estrutura informativa portuguesa no estrangeiro".

Em Fevereiro de 2016, Manuel Lopes dava um depoimento à TSF, recordando "tempos em que se vivia o entusiasmo e a emoção da informação". Foram 12 anos de reportagens, com uma voz inconfundível. "A TSF deu-me uma experiência nova, a notícia tinha repercussão em Portugal. Quando chegava a Lisboa, o taxista dizia-me: "Conheço a sua voz!" Manuel Lopes foi correspondente da TSF no país vizinho até 2004. Com experiência de jornalismo noutros órgãos de comunicação social, garante que esta rádio deixou marcas. "O entusiasmo, a emoção, a imediatez da notícia e autonomia com que se trabalhava". Entre as muitas reportagens, Manuel Lopes destaca o ataque terrorista em Madrid e a morte de Miguel Angel Blanco, 48 horas após ter sido raptado. Atualmente, Manuel Lopes está reformado, mas diz que não consegue desligar-se da paixão que ficou.

Serafim Lobato, camarada de Manuel Lopes na Agência Noticiosa portuguesa, disse:

Curvo-me perante a memória do "Manolo". A última vez que estive com ele, foi em Lisboa, pouco depois de termos saído da Lusa. Almoçámos. Estivemos a recordar tempos antigos. Naquela altura, o Manel estava dedicado à agricultura na Extremadura ou Andaluzia, agora não sei precisar. A mulher - ele casara tardiamente - herdara uma propriedade dos pais e ele estava todo entusiasmado, pois vendera toda a produção de uva para a região do Dão. Contou-me episódios da sua vida. Fiquei a saber que tinha sido padre católico no bispado de Miranda-Bragança. Entrou em choque ideológico com a Igreja Católica e foi viver para Tui, onde ocupou um cargo na delegação do Turismo de Portugal, indo depois para Madrid.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Livro de Wilton Fonseca e Mário de Carvalho sobre a história das Agências ANOP e NP lançado na próxima terça-feira, 5 de Abril


Heróis Anónimos - Jornalismo de Agência (a história da ANOP e NP, 1976-1986), de Wilton Fonseca e Mário de Carvalho. Lançamento na terça-feira, 5 de Abril, na Rua Júlio de Andrade, nº 5, em Lisboa (antiga sede da ANOP).

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Para uma História das Agências Noticiosas - Memórias de Luís Lupi, fundador da Lusitânia VI (fim)


Terminamos aqui a reprodução de algumas entradas das Memórias de Luís Lupi, fundador da Agência Noticiosa Lusitânia.

A rejeição de um serviço comum com a Reuters, o apoio que Marcelo Caetano dá à nova agência, o convívio de Lupi com Ramiro Valadão (que estará na origem da RTP) ou Dutra Faria (futuro fundadador da ANI), bem como resistências e divisões dentro do Regime sobre a Lusitânia e o seu papel estão nestas entradas, numa Europa do pós-guerra.

A defesa da abolição da Censura para os despachos dos correspondentes estrangeiros em Lisboa, a defesa de uma rede de correspondentes nacionais nas principais metrópoles ou a ocupação, por parte dos Aliados, da Embaixada da Alemanha em Lisboa (testemunhada pessoalmente) são outros temas que aqui trazemos.

"A verdade é que continuamos, em 1973, sem dispor dessa grande Agência que eu imaginara [...]", diz um desiludido Luís Lupi.